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Para satisfazer a sede de cultura do seus visitantes, esta freguesia tem para oferecer um património que é, essencialmente, uma herança cultural. Pode ostentar séculos ou milénios, mas deve sempre ser entendido como um conjunto de manifestações que emana dos mais diversos graus de conhecimento humano, gerado por múltiplas gerações que, àsua maneira, compreenderam a necessidade de transmitirem algo aos vindouros.

  • A Serra da Falperra das jóias da croa desta Freguesia. A tranquila paisagem feita de potencialidades naturais convida a uma visita demorada. A vegetação que a envolve, a queda de água, a antiga estrada Real e o Santuário de Santa Maria Madalena, são motivos mais do que suficientes para até lá se deslocar. É uma ramificação da Serra da Cabreira e, no passado, foi até considerada valhacouto de ladrões.
  • Santuário de Santa Maria Madalena: encontra-se no cimo da Serra da Falperra o seminário Apostólico dos Falperristas denimonado Seminário da Santa Maria do Monte da Madalena, cuja edificação teve início em 1826 e se deve a Frei António de Jesus, do Convento de Vinhais. Começou a ser habitado em abril de 1833. No ano seguinte, fruto da extinção das Ordens dos Religiosos, o convento viria a ser vendido à irmandade de Santa Maria Madalena, establecida numa capela da serra, contígua ao convento.
  • Igreja de Santa Maria Madalena na Falperra: utilizando as palavras de Eduardo Pires de Olivieira, trata-se do exemplo belo e curioso, das origens do Barroco Bracarense. É um templo de planta centrada e invulgar, ao contrário dos demais existentes na área que apresentam formas circulares e quadrangulares. Desconhece-se o autor do projecto, no entanto, é do nosso conhecimento a autoria dos retábulos que podemos apreciar no seu interior. O mestre entalhador, André Soares, desenharia os retábulos que viriam a ornamentar a capela-mor (1763) e as capelas laterais (1776). Atendendo à largura da capela, o mestre concebeu uns retábulos esguios de acordo com os nichos ue que os tinha de implantar. Se na fachada somos presentados com um belíssimo exemplo dos modelos do rococó bávaro, estas caracteríscticas ganham ainda mais volumetria nos retábulos. A Igreja tendo já sido do convento da Falperra, é um singular exemplo de arquitectura Barroca. Apresenta uma fachada sumptuosa, reveladora de um dinamismo único. Ignora-se o de facto o nome do seu arquitecto, mas também sabemos que teria sido mandada erguer por ordem de D.Rodrigo de Moura Teles, nos proncípios do século XVIII. O templo encontra-se voltado a poente e apresenta na fachada principal uma escadaria de seis lanços ue caracteriza as igrejas de romaria e peregrinação. A planta parece sugerir e estilização do Crucificado e não da Cruz, pois os braços da nave cruzeira não são perpendiculares ao eixo da nava central, mas sim oblíquos. Apresenta todo um esquadramento de acessos característicos das igrejas de romaria e preregrinação, com os seus escadórios e adro em boa cantaria de pedra. No interio, apresenta três altares, sendo o altar-mor em talha de barroco tardio, com pintura a branco, provavelmente já do século XIX; tem ao centro uma boa imagem de Cristo Crucificado, o Senhor da Agonia, assim chamado; mais abaixo num amplo sacrário aberto e iluminado artificialmente, está imagem de Santa Maria Madalena, de vestes bordadas. O altar lateral direito, certamente do mesmo artista do altar mor, tem ao centro a imagem de Santo António, ao lado esquerdo Santa Marta e do lado diretio Santo Adrião. O altar lateral esquerdo, da mesma qualidade dos anteriores, tem ao centro uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, do lado esquerdo São Lázaro e do lado direito a imagem de um santo que não se consegue identificar. A cobertura, de tijolos, é cilíndrica sobre a nave e em quarto de esfera sobre o transepto. Na sacristia, existe uma imagem da padroeira, Santa Cristina de Longos, uma figura veemente e dramática, da mais intima devota do Rabi. A pia bastimal, em pedra, parece ser da época da construção da Igreja. A Igreja tem também uma torre com uma data na sua face nascente (1799), tendo certamente sido construída mais tarde. Existe também o tanque decorativo que merceu destaque e pode afirmar-se que é peça interessante e a preservar.
  • Capela de Santa Marta do Leão: É a terceira Capela da Falperra e é da invocação de Santa Marta do Leão, porque se situa junto de uma fonte antiga chamada do Leão.Embora de razoáveis proporções, a Capela é de construção recente.
  • Capela de São Martinho: Dentro da quinta do mesmo nom, preserva apenas o edifício, a servir de corte de gado.
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição: Pertence actualmente a familia Pereira Leite Frietas e está integrada na Quinta de Oleiros.
  • Cruzeiro de ordem Jónica, data do ano de 1749.
  • Igreja Paroquial
  • Fontanário
Aos visitantes que aqui queiram pernoitar, a freguesia oferece os serviços de uma unidade hoteleira de quatro estrelas, o Hotel da Falperra.



Comentários (1)
Comentários em RSS
1. 26-02-2008 23:17
Pobre Falperra
Enxerto da celebríssima obra "O Minho Pitoresco" da autoria de José Augusto Vieira (1887):  
 
«Pobre Falperra, velha amiga de contos aterradores, reproduzidos de lar em lar nas aldeias de todo o norte, como te chegou a decadência! Nem um assalto à mão armada, nem um indício sequer de uma quadrilha de ladrões para que a gente pensasse atravessar-te de pistolas no arção da sela e clavina aperrada, pronto a desfechar contra o primeiro bandido, quando não era contra a primeira sombra!...» 
 
Hoje em dia a vertente sul do Monte da Falperra que nos pertence (Longos-Guimarães) é básicamente uma descarga a ceu aberto como podem verificar neste video muito oportuno: http://www.youtube.com/watch?v=8ObJNDoftAY 
 
Apesar de ser a mais valia da freguesia, a construção desenfreada e aberrante tem ultrapassado limites impostos. Os recursos paisagisticos estão lá mas pragas como o Eucalipto e/ou Mimosas tendem a desprover o monte de vida animal e potencia os incendios. Este é no entanto um mal comum a todo o país o que, não quer dizer que devamos ser como os outros todos..
Escrito por São Longuinhos (Registrado)

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