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Acta n.º 11 Aos vinte e oito dias do mês de Abril, de mil novecentos e noventa e seis, pelas oitos horas e quinze minutos, nesta freguesia de longos e no salão da Junta de Freguesia, realizou-se uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Longos, estando presente todos os membros da Assembleia de Freguesia, com a Junta de Freguesia e na presença da população. Aberta a sessão, o Sr. Presidente da Assembleia passou à leitura dos pontos da ordem de trabalhos e à sua discussão. 1.º Ponto – Análise sumária da actividade da Junta de Freguesia por parte do Sr. Presidente da Junta. O Sr. Presidente da Junta tomou a palavra, explanando em traço gerais quais as actividades desenvolvidas pela Junta de Freguesia desde a última reunião. 2.º Ponto – Aprovação das Contas de Gerência da Junta de Freguesia referentes ao ano de 1995. Todos os membros da Assembleia de Freguesia foram munidos previamente com informação actualizada das Contas de Gerência em discussão. Porque todos os pontos/rubricas da receita e despesa são facilmente entendíveis, o Sr. Presidente da Junta deteve-se no capítulo V n.º 1 e respectivas sub rubricas para melhor esclarecimento da Assembleia de Freguesia relativamente a obras devidamente descriminadas nas Contas de Gerência e que seriam abrangidas numa rubrica só no Plano de Actividades e Orçamento da Junta de Freguesia, obras que não estavam previstas e que, por força das circunstâncias, tiveram que ser executadas. Entretanto, os membros da Assembleia começaram a questionar a Junta. O Sr. Fernando Araújo perguntou quanto aos subsídios às actividades culturais e recreativas. Foi-lhe descrito pela Junta, em resumo, quais as verbas gastas e para quem. O Sr. António Avelino Oliveira, questionou sobre a verba gasta na calceta do caminho de Souto do Val. O Sr. Presidente da Junta informou que, em 1994, o trabalho não foi feito convenientemente. Foram dados ao empreiteiro cento e cinquenta contos e só no ano seguinte completado o serviço e daí a oneração da obra. Seguiu-se então para os custos da calceta e para a obra de pavimentação do caminho Cachada até à Devesa. O Sr. Fernando Araújo pediu que ficasse um caminho em condições. O Sr. Presidente da Junta referiu as dificuldades sentidas nomeadamente quanto à cedência dos terrenos. Ainda nos assuntos em diálogo para melhoramento das condições do caminho. O Sr. António Avelino falou sobre os valores recebidos durante o ano de 1995. Cerca de dez mil contos e na necessidade de que sejam feitas obras com uma certa apresentação. O Sr. Presidente da Junta a título de exemplo, falou no caminho entre Cachada e Bouça do Páteo e nos tubos necessários. Antes de iniciar, é necessário garantir que o traçado exacto esteja definido. Hà que, no entanto, avaliar os custos e a eventual necessidade da construção de muros que oneram substancialmente o orçamento. O Sr. António Avelino falou que é difícil manter um caminho, daí que seria de pensar melhor as pavimentações, nomeadamente o material aplicado. Referiu também os valores gastos na rubrica ‘outras despesas’, pedindo mais contenção e tentando, na medida do possível, afectar obras contempladas. Foi-lhe explicado que há obras urgentes e que precisam de intervenção imediata, daí que sejam então quantificadas e nomeadas em inter rubricas. O Sr. Joaquim Almeida falou no caminho Fornos/Agrinha e se os tubos se vão manter na berma do caminho. O Sr. Presidente da Junta explicou que há ainda uns trabalhos para fazer e vai-se então meter os tubos utilizando assim terreno de uma proprietária, estando a sua dificuldades por esse terreno estar cultivado e se aguardar a sua colheita. Passou-se então à votação das Contas de Gerência da Junta de Freguesia relativas ao ano de 1995. O total da receita cobrada importou em Esc. 10017187$00 (dez milhões e dezassete mil e cento e oitenta e sete escudos), sendo o total da despesa realizada de Esc. 9945495$00 (nove milhões, novecentos e quarenta e cinco mil, quatrocentos e noventa e cinco escudos), transitando como saldo positivo para a gerência seguinte a importância de Esc. 71692$00 (setenta e um mil seiscentos e noventa e dois escudos). Foi a Conta de Gerência aprovada com sete votos a favor, com duas abstenções do Sr. António Avelino Esteves Oliveira e Fernando Freitas Araújo, sem qualquer voto contra. 3.º Ponto – Período reservado aos membros da Assembleia de Freguesia. O Sr. Presidente da Assembleia falou na questão da obra do bar do Desportivo que funciona em edifício da Junta. Se a Junta autorizou e se pagou. O Sr. Presidente da Junta referiu que, nem o clube, nem ninguém, estão acima da lei. O Clube solicitou se a Junta podia colaborar com algo na obra. O Sr. Presidente referiu que quando foi convidado para fazer parte dos Órgãos Sociais do Clube teve em vista ajudá-lo a resolver alguns problemas, nomeadamente do recinto desportivo. Informou que o Clube meteu um projecto à Câmara para colocar um andar acima. Vendo que havia pessoas contra a elevação do andar acima, pensou-se evitá-lo e tentar uma outra solução que seria elevar um pouco acima da placa e colocar um telhado. A Junta possui um documento para obter a autorização dos proprietários do loteamento para a alteração. Repara-se que, mesmo esta elevação e colocação do telhado necessitam dum aditamento e dessa autorização. Em face disto, as obras pararam, houve intervenção da própria policia municipal, falando-se inclusive em demolição. Vai dar-se o seguimento devido e legal, mas pugnando sempre pela defesa do clube. Vai-se contactar o técnico responsável pelo projecto para efectuar o aditamento. O Sr. António Avelino recalcou a ideia da legalidade dizendo que há que fazer um projecto como deve ser para dignificar o clube. O Sr. Presidente informou que a Junta iria alinhar pelas disposições do clube, reflectindo a vontade dos sócios. O Sr. Joaquim Almeida falou que não há ainda na freguesia uma obra em condições contemplada pela Câmara. Referiu que, em Souto, deitaram um grande tapete por cima duma calçada. Foi-lhe referido, nomeadamente pelo Secretário da Junta, que há grandes obras que não devemos esquecer, efectuadas na freguesia – Cemitério, Escola, pavimentação do Cilindro à Falperra, etc…. O Sr. Presidente referiu-lhe ainda que, no entanto, a Junta sempre pugnou pelo melhor. O Sr. Fernando Araújo falou que foi à empresa de camionagem que serve a freguesia – REDM, queixar-se que a camioneta, em algumas ocasiões, principalmente aquando do transporte dos estudantes para as Taipas, leva o dobro ou o triplo de passageiros. O Sr. Presidente da Junta referiu que desconhecia este assunto e que iria oficiar à Câmara e à REDM para que esta situação se resolva. O Sr. Joaquim Almeida questionou quanto ao caminho Cachada – Bouça do Páteo. O Sr. Presidente da Junta disse que iria se unir com os moradores. 4.º Ponto – Período reservado à intervenção da população interessada. O Sr. António Gonçalves falou sobre obras do clube e porque é que a Junta pagou o material. O Sr. Presidente da Junta respondeu que o clube pediu o material para a obra. A Junta concedeu mas sem que autorizasse a que montassem qualquer piso. No entanto, em qualquer circunstância, a Junta não tem autoridade para proibir, só para denunciar. O Sr. Domingos Ferreira falou sobre o problema das águas e os consortes no que respeita ao atravessamento da EM e prevendo-se a repavimentação em curso. O Sr. Presidente da Junta referiu que se iria fazer um levantamento de todos os consortes. O Sr. José Ferreira, da Levada, no que respeita ao bar do clube, confirmou algumas das posições já anteriormente assumidas por membros da Junta, nomeadamente que a Junta não tem culpa que algumas pessoas sejam malcriadas e desrespeitem o sossego e a ordem, situações esta que serão do âmbito das autoridades. O Sr. Domingos Ferreira falou que poder-se-ia trocar os balneários no ringue pelo bar. O Sr. Presidente da Junta referiu que chegou a propor ao clube a compra duma loja no loteamento da murteira para substituir o bar, mas na altura não houve consenso. O Sr. José Esteves do Bacelo, falou no caminho de Casal. Diz que está a passar por dentro de Casal devido ao estado do caminho que liga Casal às Veigas. A Junta prometeu verificar os custos do material e tentar dar um jeito ao caminho. O Sr. Joaquim Lopes Rodrigues falou no problema do caminho no fim do Outeiro da Cheira. O Sr. Presidente da Junta explicou o que se passou com o caminho que vai da Boca e disse que ia fazer o possível para resolver a situação. O Sr. Joaquim Araújo falou sobre a limpeza no loteamento da Murteira, nomeadamente sobre o corte da relva. O Sr. Presidente da Junta informou que ia oficiar à Câmara nesse sentido, e ainda que a Junta vai reunir com o vereador do pelouro por causa das fossas e que ia também tratar desse assunto. O Sr. Fernando Araújo referiu que, relativamente às fossas, as águas pluviais estarão ligadas ao saneamento o que provocará o enchimento rápido das fossas. 5.º Ponto – Deliberação sobre outros assuntos debatidos ou que mereçam debate. Não houve assuntos a debater. Esgotados os assuntos em agenda, de seguida o Sr. Presidente da Assembleia encerrou a sessão. Para constar lavrou-se esta acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada por todos os membros presentes. O Presidente da Assembleia – Luís Esteves de Oliveira 1.º Secretário da Assembleia – Luís Oliveira Ribeiro 2.º Secretário da Assembleia – Abel José Carvalho Gonçalves Membros da Assembleia – Fernando Freitas de Araújo - Joaquim Marques de Almeida - José Joaquim Marques Machado - António Ferreira de Oliveira - António Avelino Esteves de Oliveira Seja o primeiro a comentar este artigo. |