Mensageiros Verdade
|
Editorial Realizadas duas edições, vimos com a terceira informar os nossos leitores um pouco mais sobre os acontecimentos que ocorreram na nossa paróquia nos últimos 3 meses.Neste jornal é apresentado o novo projecto de Acção Social levada a cabo pela Junta de Freguesia em colaboração com o Grupo de Jovens. Vários outros temas são referidos ao longo do jornal, nomeadamente a peregrinação a Fátima pelo Grupo de Jovens para participar no 34.º aniversário dos Convívios Fraternos, a festa da Padroeira, a crónica do nosso Pároco João Cunha. Como fecho do jornal é apresentado um texto sobre o mês das Almas (Novembro).Desde já agradecemos a todos aqueles que connosco colaboraram nesta terceira edição do Jornal “Ao encontro do Amor do Pai”
Pelas 7 horas da manhã do dia 8 de Setembro, já se encontravam alguns elementos do grupo de jovens para uma viagem de dois dias, sendo o destino “Fátima”, e com a finalidade de participar no XXXIV Encontro Nacional dos Convívios Fraternos. A chegada a Fátima ocorreu pelas das 10:30 horas da manhã, após uma longa viagem mas sem imprevistos. Como não estava previsto chegarmos tão cedo, decidiu-se saber mais sobre Cristo com a visita ao museu de “Vida de Cristo”, onde 33 cenários com 210 figuras de cera retractam a vida de Maria que acompanha o seu filho Jesus, do nascimento até à sua paixão e morte, culminando na ascensão de Jesus ao céu. Na nossa opinião, é um local a visitar, pois todos nós ficamos muito surpreendidos com todos aqueles cenários que transparecem mesmo a realidade e porque saímos do museu a saber um pouco mais sobre a vida de Cristo. De volta ao autocarro por volta das 12:30 hora iniciou-se o nosso almoço. De seguida procedeu-se à montagem das tendas com algum divertimento, aplicação e entreajuda. Por volta das 14 horas dirigimo-nos ao átrio do Centro Pastoral Paulo VI com a finalidade de nos juntar à concentração dos convivas de várias dioceses de Portugal continental e ilhas. Abriram-se as portas e procedeu-se a uma pequena saudação a Deus. Como não poderia deixar de ser, todos os elementos do grupo de jovens que seguiram nesta viagem procederam à sua confissão, o que levou parte da tarde devido ao fluxo de jovens presentes no “Paulo VI”. De seguida, dirigimo-nos para a casa da Nossa Senhora do Carmo, por volta das 18 horas, com o propósito de nos unir aos elementos da diocese de Braga. Após a junção dos grupos da diocese bracarense, foi feito um momento de oração e reflexão. Terminados estes momentos, dirigimo-nos ao autocarro com a intenção de jantarmos. Após o jantar, dirigimo-nos para o Santuário para assistir à celebração do terço, seguida da procissão de velas. No final da procissão de velas, regressamos ao Centro Pastoral Paulo VI para assistir a um sarau musical, onde cerca de 13 dioceses participaram, escrevendo uma música e apresento-a a todo o público ali presente. Após todas as dioceses apresentarem as suas músicas, coube ao público votar na canção que mais gostaram, tendo a da diocese de Braga ficado em quarto lugar, ficando em primeiro lugar a diocese de Coimbra. Domingo dia 9, pelas 8 horas da manhã, já estava tudo a caminho dos balneários. Após terminado o pequeno-almoço, e efectuado uma compras, dirigimo-nos para o Santuário para rezarmos o terço e assistirmos à celebração da missa. Este ano, a nossa participação na missa campal foi mais intensa, pois alguns elementos do grupo contribuíram para levar Nossa Senhora de Fátima até ao local onde se procedeu à celebração da missa. Terminada a celebração da missa campal seguida de despedida a Nossa Senhora de Fátima, caminhamos ao encontro da carrinha para almoçar. Finalizado a desmontagem das tendas depois do almoço, retomamos o caminho a casa, fazendo um desvio à Nossa Senhora da Saúde, onde se permaneceu durante algum tempo para visitar a capela, conviver mais um bocado e lanchar Todas as viagens a Fátima são vividas com muita intensidade, pois ajudam-nos a relembrar as pessoas que somos, quais os nossos papéis na nossa comunidade, o que podemos melhorar nela, e que, acima de tudo, somos todos irmãos e filhos de Deus, e como tal, devemos todos ter comportamentos de irmãos, mesmo com as diferenças de cada um. Entrevista ao Presidente da Junta de Longos O próximo passo para a freguesia
Mensageiros da Verdade - Qual é a sua opinião sobre a vinda de outras instituições à nossa freguesia?Presidente da Junta – Na minha opinião, deve-se lamentar sempre essa vinda porque é sinal da ausência desses serviços. Uma grande lacuna que temos aqui na freguesia é a área social. Quando tomei conta da presidência da junta a única coisa que tínhamos era uma sala de jardim-de-infância que não chegava para todas as crianças (dos 3 aos 5 anos). Decidimos então criar uma segunda sala, e agora sim, todas as crianças dos três aos cinco anos estão abrangidos por este serviço. Temos que dar um passo em frente e aquilo que falta mesmo é criar uma associação social. Um dos grandes passos já foi desenvolvido agora no verão com a ajuda do grupo de jovens, pois o que faz sempre falta é dinheiro para criar condições necessárias para formar uma associação. Hoje em dia criar uma associação fica muito caro custa à volta de 1000 € porque é preciso primeiramente fazer um registo no Diário da República, depois é necessário ir ao notário. Em suma, é preciso um conjunto de coisas que fazem falta e custam dinheiro, o primeiro passo que é o mais importante é angariar fundos para a criação da associação. Esse passo foi conseguido com o torneio, que até correu muito bem. O segundo passo é a elaboração de uma lista que avance com os projectos que faltam, no fundo as ideias que temos para a nossa associação, baseiam-se em três vertentes: apoio domiciliário, criação de uma creche e de um gabinete médico, basicamente são estas três valências que fazem mais falta. O objectivo final é a criação de um centro social onde possua um lar de dia, uma creche e tudo o que seja necessário. Desde quando é que tem a ideia de formar este projecto?Desde que me candidatei à junta de freguesia, sou da opinião de que a junta não deve pensar só em estradas mas deve pensar em todas as áreas. Da mesma forma que apoia as associações que existem, a freguesia sente falta de uma associação que cumpra os requisitos e que complementem estes serviços que não existem. Acha que este projecto vai beneficiar a nossa população?Sim. Aliás a prova evidente é de que ela necessita destes serviços porque vêm cá as instituições de outras freguesias. Isto é a prova de que a nossa associação vai beneficiar, não só a nossa população como também poderá estender-se este serviço a outras freguesias. O que é necessário para a formação deste projecto?Como disse anteriormente, o que mais necessitamos é de dinheiro para a criação da associação, e pessoas que queiram trabalhar, ideias e objectivos bem definidos para se conseguir atingir a meta. Quantos elementos são necessários para a formação da associação?Para a direcção são precisas nove pessoas efectivas, mais nove suplentes. Depois temos de ter três pessoas para o concelho fiscal e mais três pessoas para a assembleia. Sendo este o número mínimo necessário falámos de vinte e quatro pessoas, é claro que posteriormente temos de ter alguns sócios. Tem apoios financeiros?Neste caso para a criação temos. Para projectos de grande envergadura de tempos em tempos o governo cria alguns projectos para contemplar as associações. Assim temos de fazer projectos e de nos candidatar, claro que não cobre todas as despesas mas grande parte delas. E futuramente para além desses serviços que agora vão iniciar à mais algum projecto a idealizar de serviços disponíveis para a população?Fiz muito recentemente um pedido de um Multibanco pois acho que faz falta. Há alguns serviços que ainda não estão a ser bem utilizados como é o serviço de Internet, mas se conseguirmos atingir os objectivos da área social já não é mau. Para além destes é necessário acabar de arranjar os caminhos pois acho que é fundamental para as pessoas poderem transitar de um lado para o outro. Depois faltam as infra estruturas na área social, e um dos objectivos que queria cumprir antes de acabar este mandato era a sede de junta. Para assim conseguir que todas as associações pudessem usufruir a sede de junta para as suas actividades, como por exemplo, se tivéssemos um grande auditório daria para muitas coisas: o rancho não tinha problemas em ensaiar, o grupo de jovens e os escuteiros tinham espaço para fazer as festas de natal, de Carnaval ou até festas para fora. Este auditório que nos faz falta, daria alguma dignidade para muitas acções que se fazem. A sede de junta era uma coisa que nos fazia falta já temos terreno que é ao lado do cemitério e o projecto, agora só falta mesmo é construir. Breves considerações… A junta de freguesia tem o dever de apoiar e não de criar, mas como não há quem crie temos de ser nós a incentivar a que isto exista. Espero é que as pessoas compreendam e que se juntem porque hoje no fundo o que faz falta numa freguesia são pessoas que trabalhem por amor à freguesia, pois também temos de compreender que emigrou muita gente que está no activo daí a dificuldade em arranjar pessoas para este tipo de trabalhos que são feitos por amor à freguesia. É claro que na acção social vão haver pessoas que vão ser remuneradas. Vamos ter um conjunto de pelo menos 25 pessoas que vão ter de trabalhar por amor à causa como no grupo de jovens e escuteiros. Podemos comparar com as outras associações, sempre que há eleições é um deus me acuda porque não há gente para remodelar e tomar conta, para não serem sempre os mesmos a trabalhar. Está aí o problema de se criar esta associação pelo menos o “empurrão” vai levar para começar. No dia 24 de Julho celebrou-se o dia de Santa Cristina, padroeira da nossa aldeia. Contudo, a festa e adoração propriamente dita apenas se realizou, como vem sendo habito, no primeiro fim-de-semana do mês de Agosto, neste caso nos dias 3, 4 e 5. Contudo as festividades, em honra de Santa Cristina, começam a manifestar-se alguns dias antes, pois a estrada onde a procissão vai passar é enfeitada com arcos que embelezam muito mais a nossa aldeia.Como é normal, nos dias que antecederam a festa, houve as pregações, realizadas por um sacerdote que já começa a ser considerado de casa pois é quase sempre ele que as faz nas alturas de festividades da nossa freguesia.Todas as festas tradicionais, como a nossa de Santa Cristina, constam de duas partes. A religiosa, com a missa e o sermão seguida de procissão e a parte profana, com os foguetes, os conjuntos, que são mais um motivo para um baile animado, quer à tarde, quer pela noite dentro. Não se podem esquecer as diversas “descargas” de fogo preso que também ele abrilhanta os céus nestas festividades.A parte profana da nossa festa teve início na sexta-feira dia 3 de Agosto com a actuação de diversos conjuntos musicais que trouxeram boa disposição e muito convívio á nossa freguesia.A nossa festa tem outro condão, que é o facto de proporcionar que todos os emigrantes regressados à sua terra Natal tenham a oportunidade de matar as saudades dos amigos e conhecidos que deixaram aqui.No dia 4 sábado actuaram á noite mais dois conjuntos.No domingo de manha celebrou-se a missa das 10:30 horas, com a presença dos rapazes e das raparigas que iam celebrar nesse dia a sua primeira comunhão e comunhão solene. Foi uma missa muito bonita trabalhada pelas suas catequistas e que serviu para os alunos da catequese manifestarem mais uma vez a sua vontade de seguir o caminho de Deus. Da parte da tarde houve novamente a reunião de todo o povo crente para rezar o terço, ouvir o sermão e de seguida participar na procissão. Rezado o terço e ouvido o sermão, por um pregador especializado, sobre uma temática actual, ou sobre uma que melhor evangelizará os crentes, todo o povo presente na igreja se preparou para a procissão.A procissão reuniu-se no adro, composta por vários andores, um deles levado pelo grupo de jovens. Toda a gente se associou á procissão, e esta era composta pelos escuteiros á frente, pelas crianças da catequese, pelo grupo de jovens, pelo rancho pelos sacerdotes e por fim as cantoras e todo o resto do povo da aldeia. Enquanto a procissão decorria eram entoados cânticos pelas cantoras. Finalizada a procissão foi a vez de actuar o rancho folclórico da nossa freguesia.Á noite segue-se novamente a actuação de dois conjuntos que como vem sendo habito abrilhantam muitíssimo as noites quentes de Agosto. O fogo de artifício é outro elemento decorativo e da grandiosidade da festa. A descarga da meia-noite é por todos esperada com entusiasmo.Terminado o bonito fogo, a festa volta a animar-se. Os mais resistentes continuam o baile pela madrugada adentro.Para finalizar há que dar os parabéns a todos os que colaboraram para que a festa em honra da nossa padroeira se pudesse realizar, e de um modo especial, aos festeiros, pois, vivem momentos “loucos” no âmbito de proporcionar uma festa da melhor forma possível. Crónica do Padre João Cunha Outubro – Mês do Rosário
Neste mês de Outubro, ao recitar o Rosário, falamos com Maria, confiamos-lhe as nossas preocupações e tristezas, as nossas alegrias e esperanças. Ela, sempre ao lado do Seu filho, está presente, ao mesmo tempo, no meio das nossos problemas de casa dia.Desde os primórdios da Igreja recomeudou-se aos cristãos a recitação dos 150 salmos. Como não era fácil recordar a recitação dos 150 salmos, por volta do ano 800, à sombra dos Mosteiros, nasceu o saltério dos leigos ou de Nossa Senhora. Assim, enquanto os religiosos rezavam os 150 salmos, os leigos rezavam 150 Pai-Nossos e 150 Avé-Marias.Até então a Avé-Maria era composta pela saudação do arcanjo São Gabriel: “Avé Maria cheia de graça o Senhor é convosco.”No séc. XII juntou-se ela a saudação de Santa Isabel: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre”.Em 1262 o Papa Urbano IV acrescentou-lhe a palavra “Jesus” no fim. Assim ficou formada a primeira parte da nossa Avé-Maria.Em 1365, o “saltério dos leigos”foi dividido em grupos de 10 Avé-Marias com um Pai Nosso, a oração que Jesus nos ensinou, e o glória em louvor da Santíssima Trindade.Finalmente, por volta de 1500, foi acrescentada à segunda parte da Avé-Maria, tirada de uma antífona medieval. São PioV fê-la oração oficial da Igreja.Estabeleceu-se então que, para cada grupo de 10 Avé-Marias meditar-se-ia num feito de vida de Jesus ou de Maria. Assim surgiu o actual Rosário inspiradamente acrescido dos mistérios luminosos, pelo Papa João Paulo II.É esta oração do Rosário que a Igreja recomenda especialmente neste mês de Outubro. É incalculável a torrente de graças que se derramou sobre a Igreja e sobre os homens com a sua prática, de onde o número também imenso de Papas e autoridades eclesiásticas que elogiaram e fomentaram esta devoção, enriquecendo-as de indulgências.Este mês de Outubro é também o mês missionário. Celebramos no próximo dia 21, o dia mundialmente dedicado às missões. Recordamos que ainda há muita gente sem ser batizada. Peçamos a Nossa Senhora, que é a Rainha das Missões, através da devoção do Rosário, a conversão dos infiéis.
Mês de Novembro, mês das almas
Este mês de Novembro é religiosamente dedicado à lembrança e sufrágio das almas dos antepassados que já partiram. No dia 1, celebra-se a solenidade litúrgica de Todos os Santos. As pessoas enchem os cemitérios, lavam e limpam as campas e jazigos, colocando lamparinas e adornando-as com mil e uma flores. Mas sendo este um local sagrado devia imperar a simplicidade, o simbolismo expressivo da fé, a espiritualidade de atitudes, o respeito, a oração de sufrágio e comunhão e a esperança alegre na vitória da Ressureição. «Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que tendes» (I Cor 15, 12-14).O dia 2 é dedicado à Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Contudo, mês das almas não é apenas o dia 1 ou o dia 2. Nem só o mês de Novembro. Todos os meses são «mês das almas», pois, se somos cristãos, a elas devemos estar permanentemente unidos - pela Comunicação (comunhão) dos Santos, que professamos no Credo; unidos pela Fé, pelas boas obras, pela esmola, pela oração - e a oração suprema é o Santo Sacrifício da Missa, memorial e actualização dos Sagrados Mistérios da Paixão e Morte do Senhor da Vida e da Sua Gloriosa Ressurreição.Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferesendo sufrágios em seu favor, particularmente o sacríficio eucarístico, para que, purificados pudessem chegar à visão beatífica de Deus.A Igreja recomenda a esmola, as indulgências e as obras de penitência como meio eficaz de sufrágio em favor dos defuntos. Porque é sinal da caridade que a todos nos une, vivos e defuntos, e todos a Deus, que nos ama e perdoa.A Igreja concede indulgências nos oito primeiros dias de Novembro a quem devotamente visitar os cemitérios e orar pelos defundos, podendo as mesmas ser aplicadas pela purificação das almas nesse estado post mortem que antecede a plenitude das alegrias celestes, e a que a Igreja chama Purgatório. Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. Esta purificação final dos eleitos (chamada de Purgatório) é absolutamente distinta do castigo dos condenados. Foi Judas Macabeu que pediu um sacríficio para que os mortos fossem livres das suas faltas (2 Mac 12,46).Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição, Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o à nossa alma. Tal como Cristo ressuscitou e vive para sempre, para todos nós ressuscitaremos no último dia. Os que morrem na graça e amizade de Deus, perfeitamente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem tal como ele é, face a face. Esta vida perfeita com a Santíssima Trindade, esta comunhão de vida e de amor com Cristo, com a Virgem Maria, com os anjos e todos os bem-aventurados, chama-se «Céu». O Céu é o último fim e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.O Santo Padre tem desejado e recomendado um aprofundamento mais eficaz do Evangelho, da Boa Nova que é o próprio Cristo, de modo a que todas as actividades humanas sejam repassadas pelo seu Espírito, tornando-se mais puras, mais sinceras e despidas de tanto paganismo prático que ainda as caracteriza.Pensemos na citação de Santo Agostinho que: «Uma flor, pelos nossos mortos, murcha; uma lágrima, pelos nossos mortos, seca; a oração pelos nossos mortos, Deus recebe-a em Suas mãos!».
Para reflectir Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.- Que desgraça, senhor ! - exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.- Mas que insolente ! - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa ? Fora daqui !Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:- Excelso senhor ! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:- Não é possível ! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho. E, conforme seja a nossa reacção, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...
J ANEDOTAS
L Um cliente da Vodafone telefona desesperado para o Serviço de Apoio a Clientes, pois não está a conseguir fazer chamadas do seu telemóvel.Pergunta o funcionário da Vodafone:- Qual é o modelo do seu telemóvel? - É um Samisungui.O funcionário:- Existem vários modelos da Samsung, podia dizer-me como é o telemóvel, para ajudar?!- É piquinino, abre e fecha e tem antena que estica...O funcionário, por aquela descrição fica na mesma... Nisto pergunta:- É preto?!- SOU. Um belo dia nasceu o primo do Joãozinho. O primo do Joãozinho até que era bonito, não fosse um pequeno detalhe: nasceu sem orelhas. A mãe do Joãozinho tinha que ir visitar o mais novo membro da família mas não queria levar o Joãozinho pois sabe-se lá o que ele poderia dizer ao primo. Mas como não havia ninguém para ficar a tomar conta do Joãozinho ele foi mesmo visitar o primo. A mãe avisou-o logo para ficar calado senão ficava um mês de castigo. Quando chegaram a casa da tia, o Joãozinho ficou num canto do quarto, mas logo se apercebeu de que o bebé não tinha orelhas. Foi então que ele disse: -Tomara que tenha bons olhos! Todos ficaram surpreendidos com o gesto solidário do Joãozinho. Então a tia do Joãozinho, espantada por este ter dito uma coisa boa a alguém, perguntou-lhe: -Joãozinho, que frase bonita que disseste. Mas porque é que desejas que ele tenha bons olhos? -Porque se tiver de usar óculos tá lixado!
Comentários (1) |
|
|